Quarenta e dois anos sem Augusto Bello de Andrade
(1906 a 1964)

Deus chamou Augusto Bello de Andrade, em 02 de agosto de 1964. Como uma forma de resgatar um pouco de sua memória estamos com este site desde fevereiro de 2004 no qual pusemos o nome de “A Família Bello de Ubaíra”.
Este título deve-se ao fato de já existirem muitas outras família Bello’s pelo mundo à fora. Nada mais justo do que distinguir a nossa.
Gostaria que vocês visitassem e conhecessem um pouco desta história. Eu asseguro que todos fazem parte de uma família nobre
Neste site eu conto a nossa história. Coloco imagens, fotos de nossa família. É um site simples, mas sincero.
Pois bem, foi lá em Ubaíra (antiga Areia) na década de 1940 que toda esta história de garra, de lutas e acima de tudo de vitórias começou, com Sr. Augusto e D. Lourinha.
Primeiro vieram-lhes os filhos e depois a morte o ceifou. Daí em diante seguiram-se anos de incerteza. Mas, a geração dos “Bello’s” de Ubaíra estava certa da benção do Senhor e sua descendência jamais iria desanimar diante das lutas. E, assim foi.
Vieram-lhes gerações: os filhos, depois os netos. Netos que têm posto o estandarte da nossa família em lugares que jamais nossos velhos poderiam imaginar, mas vamos por partes:
A primeira geração foi bancária, pregadora, cantora e compositora (filhos de Augusto Bello). Voou pelo Brasil e por outros países e lhes vieram filhos. Na segunda geração (netos de Augusto Bello) vieram os universitários, mestra, funcionários e funcionárias públicas, músicos, cantores e cantoras. Voaram muito mais que a primeira geração. Conheceu a América. Voou pelo Brasil. E, na terceira geração que agora aprende a dar os primeiros passos, com certeza todas as gerações anteriores vão se curvar diante da inteligência e da capacidade de superar dificuldades e obstáculos que se tornou o perfil dos bravos descendentes de Augusto Bello de Andrade e de Inácia de Souza Andrade, o mundo será pequeno para eles {bisnetos (as) de Augusto Bello}.
Painho, nunca imaginou que fossemos tão longe. Lembro-me quando eu tinha 11 anos – ele preocupado com o meu futuro disse-me, – “Belinho vamos à rua”. Peguei-o pela mão e saí guiando-o. Visitamos a Oficina de Sapateiros do Sr. Antonio, junto à “Escadinha” e ele me perguntou: – “quer ser um Sapateiro?”. Disse-lhe: não. Depois fomos a uma Oficina de Alfaiate do Sr. Fidelcino e ele me perguntou novamente: – “quer ser um Alfaiate?”. Disse-lhe: não. Depois levou-me ao Banco do Fomento do Estado da Bahia e mais uma vez me perguntou: – “quer ser um Bancário?”. Disse-lhe: sim. Mas, o Banco não tinha espaço para mim. Levei-o aos Correios e já sem esperança não me perguntou nada. Mas, conversou com o Chefe dos Correios e ele me aceitou e disse que eu podia ir trabalhar e aprender os serviços lá. Aos onze anos tornei-me o mais jovem Telegrafista de Jequié a Nazaré e trabalhei gratuitamente para o Estado por 4 anos.
Mas, cada nova geração de Sr. Augusto vai cada vez mais longe. Cada dia avançamos mais. Cada um por sua vez põe a bandeira no mais alto do pódio. Vamos continuar a caminhada a passos firmes para consolidarmos as nossas conquistas que faz com que a descendência de Augusto Bello seja uma gente de fibra, de raça, de garra, batalhadora, honrada e acima de tudo temente a Deus.
Vós que sois os mais jovens da geração dos Bello’s, se dediquem com amor às suas atividades estudantis e continuem no ritmo da largada que os mais velhos já deram e não tenham nenhuma dúvida de estar no Pódio para receber seus Prêmios.
Desculpe-me a nostalgia. As lembranças de painho são muito fortes. O tempo não as dissipou. As vezes penso que nasci primeiro porque tinha que liderar as gerações e por fim contar a história. É como se eu fosse um elo entre o passado e o presente.
Acho que é preciso que alguém traga à memória estas histórias que aos poucos vão se perdendo através do tempo.
O site é uma forma de eu contar a história.
Um abraço,
Augusto Bello Filho

Amigo, sobrinho, irmão, pai, esposo, tio, sogro, avô e tio avô.